
“Desde cedo, quando já nos infantis do Botafogo (51/52), aprendi a apreciar e admirar este extraordinário jogador. Após os treinos às 14:30 hs, com o sol ardendo, sob a orientação do "Seu Neném", eu costumava ficar ao lado do campo, para ver o treino dos profissionais, que acontecia em seguida. Era uma quantidade enorme de grandes jogadores que geralmente nem olhavam para a gente, tal a distância em qualidade e mesmo na parte física. Eles eram homens e nós garotos principiantes que não "existiam".
Alguns eram mais camaradas e, dentre estes, lembro-me do Gerson dos Santos (o popular "Camelo", back central da melhor qualidade), o extraordinário N. Santos, os guerreiros Bob e Juvenal, o Paraguaio, e um mineirão chamado Geninho, autêntico meia de ligação do time. Cadenciava o jogo, de acordo com a necessidade da equipe e, sem nenhuma vaidade, se deixava driblar pelo adversário para atrasar o contra-ataque do inimigo. E ria!!!”
Texto de Ronald Alzuguir